Carro da Polícia Federal estacionado em frente à sede da Prefeitura de Niterói na manhã desta quarta-feira, 16. Há cinco dias, Niterói anunciou a compra de mais de um milhão de doses da Coronavac.

Há precisos dois anos, em meados de dezembro de 2018, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, foi preso no exercício do mandato, no âmbito da Lava Jato. Preso e, depois, solto, porque não havia provas contra ele, só para variar um pouco em se tratando da Lava Jato.

Rodrigo Neves, que é do PDT, acaba de eleger seu sucessor, Axel Grael, do PDT também, em primeiro turno, em uma cidade de mais de 500 mil habitantes, antiga capital do estado do Rio de Janeiro.

Nesta quarta-feira, 16, a Polícia Federal amanheceu na casa do Rodrigo Neves, outra vez, oficialmente por um desses superfaturamentos do mundo, cinco dias depois de a prefeitura de Niterói anunciar um plano de vacinação na cidade com mais de um milhão de doses da Coronavac, já acertadas com o Instituto Butantan.

Quanta coincidência.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e Rodrigo Neves.

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