Foto: Isaac Amorim/MJSP.

Recém renomeado Advogado-Geral da União, o pastor presbiteriano André Mendonça voltou cheio de gás para dar sua contribuição ao genocídio em curso no Brasil.

No terceiro dia consecutivo em que o país registra mais de 3.700 mortos por covid-19, Mendonça reforçou junto ao STF o pedido de Augusto Aras para que seja derrubado o decreto do governo do estado de São Paulo que vetou atividades religiosas presenciais em período que abarca a Páscoa, a fim de conter tanto quanto possível a disseminação da covid-19.

Mas Mendonça foi além, requisitando “concessão urgente de medida cautelar” e “atribuição de eficácia expansiva a alcançar atos similares de outros entes federativos”. Para alcançar todo o Brasil, portanto, e com urgência, dada, segundo ele, a “importância da efeméride”…

Com a palavra André Mendonça, em sua justificativa encaminhada ao Supremo:

“Conforme a Bíblia, Cristo veio ao mundo para cumprir uma missão salvífica
que, passando pela morte na cruz (Sexta-feira da Paixão), teve seu ponto culminante
justamente na ressurreição (Domingo de Páscoa). Portanto, sem ressurreição (ou
Páscoa) não haveria cristianismo”.

Do Cemitério Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo, onde coveiros correm para esvaziar túmulos, para abrir espaço, de lá ainda não ressuscitou ninguém.