Braga Netto, que serve a Jair Bolsonaro (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil).

General da reserva do Exército Brasileiro, Walter Souza Braga Netto acaba de assumir o Ministério da Defesa do do Governo do Genocídio, após servir ao genocida na Casa Civil da presidência desta várzea.

Braga Netto rende outro general, Fernando Azevedo e Silva, que saiu pontuando enigmaticamente que, ministro, logrou malabares de preservar as Forças Armadas como instituições de Estado no desgoverno Bolsonaro.

Há pouquinho mais de dois anos, em janeiro de 2019, o general Braga Netto, então na ativa, foi um tanto enigmático também numa entrevista dada à revista Veja logo após o fim da intervenção militar no Rio de Janeiro, por ele chefiada e em cuja vigência a vereadora do Psol Marielle Franco foi executada com quatro balaços na cabeça.

E bota enigmático nisso: perguntado sobre o motivo do assassinato de Marielle, Braga Netto afirmou que “aquilo [o assassinato] foi uma má avaliação deles. Avaliaram mal, acharam que ela é um perigo maior do que o que ela era”.

“Um perigo para quem?”, perguntou, estupefato, o repórter Leandro Resende, da Veja. Resposta de Braga Netto: “não vou entrar nesse mérito”.

“Eles”, quem? Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, estes dois grandes e notórios analistas de conjuntura?

Naquela entrevista, o general Braga Netto disse também que poderia ter anunciado a solução do caso Marielle ainda como interventor federal para o Rio de Janeiro, mas não anunciou não: “não porque ele não é o culpado, mas porque não há provas suficientes”.

“Eles”, não. “Ele”, pelo visto.

Então era isso. Não era para lembrar que Braga Netto serve hoje, twice, ao habitante do Alvorada, da casa 58, vizinho do ex-PM Ronnie “Vivendas da Barra” Lessa – que mundo pequeno, que minúsculo Brasil.

Era, enfim, só para não esquecer o que disse o novo ministro da Defesa do Governo do Genocídio sobre o assassinato de Marielle Franco.