Postagem da prefeitura do Rio em redes sociais feita na última terça-feira, 6.

Se a cidade do Rio de Janeiro fosse uma República, tipo Curitiba, só ficaria atrás do Iêmen e do México no ranking sinistro do número de pessoas que morreram de covid-19 em relação à quantidade de testes positivos para o vírus SarS-Cov-2.

A capital fluminense tem hoje uma taxa de letalidade covid de 7,8%. A do México está em 9% e a do Iêmen chega a incríveis 19,5%. O país árabe vive uma dramática crise de falta de tudo o que é necessário para atender pacientes graves de covid-19, de leitos de UTI a oxigênio hospitalar. Hoje, no Brasil, mais de mil cidades têm dificuldades no abastecimento de oxigênio.

À exceção, portanto, do México e do Iêmen, a taxa de letalidade da covid-19 na cidade do Rio é hoje maior do que em todos os países devastados pela miséria e pelas guerras imperialistas, como por exemplo a Síria, onde a taxa está em 6,7%, Somália (4,8%) e Afeganistão (4,2%).

Os dados são da empresa alemã Statista.

Os dados da Statista dão conta de que a taxa de mortalidade da covid-19 hoje no Brasil é de 3,8%. A do Rio, portanto, seria mais que o dobro. A Fiocruz, porém, calcula que a taxa nacional chegou a 4,2% após o macabro mês de março. Igual à do Afeganistão.

Se a cidade do Rio de Janeiro fosse uma República, e Eduardo Paes fosse presidente, as escolas estariam abertas e nesta sexta-feira, 9, voltariam os jogos de futebol, digamos, em todo o território nacional.