Ludhmila Hajjar (Foto: reprodução/Instagram)

Ludhmila Abrahão Hajjar esteve cotada para substituir Luiz Henrique Mandetta, mas veio Nelson Teich. Esteve cotada para suceder Teich, apadrinhada por Paulo Skaff e Ronaldo Caiado, mas também não foi daquela vez. Segundo adianta Mônica Bergamo na manhã desta segunda-feira, 15, não será desta também, com Eduardo “motivo de saúde” Pazuello prestes a ser rendido por algum depositário de esperanças renovadas de que algo sério e efetivo seja feito contra a farra macabra do Sars-CoV-2 no Brasil.

Anos atrás, no fim de agosto de 2017, o blog Glamourama publicou um perfil de Ludhmila Hajjar. O Glamourama nos brindou com os detalhes de que a eterna ex-futura ministra da Doença de governo fascista diz “frases rápidas salpicadas com a palavra ‘top’”; que, na época com 40 anos, ainda tinha as roupas compradas pela mãe; e que “não faria nada diferente” de ser médica.

No ano passado, em entrevista sobre a pandemia dada ao programa Pânico, Ludhmila Hajjar disse que “quando governante começa a falar de medicamento, tem algo errado”, referindo-se claramente àquela dupla de matar, Jair e Cloroquina. Neste domingo, 14, a médica correu para desmentir que tenha chamado Bolsonaro de psicopata: “Fizeram montagem. Não tenho esse vocabulário. Não falaria isso nunca de homem nenhum”.

Hum.

Voltando àquele perfil no Glamourama, que foi feito por Joyce Pascowitch, dizia lá que Ludhmila Hajjar estava “bombeando oxigênio” na cardiologia do Brasil. Acreditou-se, por algumas horas, que seria capaz de fazer algo para que menos pessoas morram sem ar neste país, ainda que formando, a doutora, com o doutor Mengele que desde o terceiro andar do Palácio do Planalto comanda obstinadamente um cruel e gigantesco experimento de mutação viral (e, não, não é psicopata não…); ainda que vestindo, a doutora, sobre a manga de seu jaleco impoluto, braçadeira de governo genocida, do time “Deus, Pátria e Vírus”.

Mas, bom, naquele perfil, o Glamourama informou que Ludhmila Hajjar atribui seu sucesso a uma santíssima trindade 66,66% diferente: “trabalho, pessoas certas e Deus”. Se isso seria ou se não seria, digamos, uma evolução, agora pouco importa: “não houve, no encontro – conta Mônica Bergamo -, consenso sobre como o Ministério da Saúde poderia passar a tratar desses temas e gerir as políticas para o combate à Covid-19”.

Claro. O Congresso aprovou recentemente a autonomia do Banco Central, não a do ministério da Saúde. Houve quem dissesse, porém, que a doutora Hajjar seria a “ponte entre todos os poderes e setores” do Brasil. Houve quem dissesse que Ludhmila teria mesmo, se ministra, o condão de “mudar esse desgoverno”.

Puxa, que pena que não deu…